De olho na "responsabilidade fiscal", o governo federal não deverá
conceder reajustes aos funcionários públicos neste ano e nem no ano que vem.
Pelo menos se a situação econômica continuar "preocupante", afirmam fontes do
governo. Hoje, estima-se que 350 mil servidores federais estejam em greve, na
maioria professores e funcionários de universidades.
O governo está "de pés e mãos atados" e os ministérios da Fazenda e do
Planejamento não têm condições de conceder os ajustes, mas auxiliares da
presidente Dilma Rousseff afirmam que a situação não é definitiva. Se houver uma
recuperação de receita, o Executivo estuda atender às demandas dos trabalhadores
por aumentos.
Nesta semana, em reunião com membros da Comissão Mista de Orçamento, a
ministra do Planejamento, Miriam Belchior, sinalizou que não haverá espaço no
ano que vem para aumentos, porque a crise econômica está mais grave e sua
resolução, demorando mais do que o previsto.
Miriam deixou claro que só aprova a "abertura para negociação" na Lei de
Diretrizes Orçamentárias, se os parlamentares indicarem de onde partirão os
recursos. No momento, o texto não prevê dinheiro para reajustes nem no ano que
vem.
Na manhã desta sexta-feira, o ministro da Secretaria-Geral da
Presidência, Gilberto Carvalho, ponderou que o governo avalia as possibilidades
de aumento "com muita preocupação" em relação à situação econômica.
"O governo segue analisando as possibilidades com muita preocupação em
relação a economia e confiando na maturidade dos servidores que estão vendo o
que está acontecendo no mundo todo nos temos que ter governo de
responsabilidade. Esse assunto segue discutido e centralizado no Planejamento",
disse.
Na avaliação do Planalto, segundo relatos, as greves mais delicadas são
as que envolvem os funcionários da Receita Federal, da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Polícia Federal. A paralização desses setores
podem, dizem interlocutores do governo, provocar um "estrangulamento do Estado".
Fonte:- Terra.com - por Diogo Alcântara e Luciana Cobucci
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